sexta-feira, 13 de junho de 2008

A Divisão do Horoscopo - 2


As 36 Constelações da Babilônia

Alguns textos astronômicos/astrológicos da Mesopotâmia antiga indicam a existência de um sistema de 36 estrelas ou constelações do tipo que havia no Egito, talvez até mesmo com funções hemerológicas semelhantes. Traduções mal-elaboradas e associações apressadas acabaram, porém, criando certa confusão em torno desses asterismos.

Tudo começa com o texto que dá origem à crença na existência de um zodíaco já no terceiro milênio a.C. - o Enuma Elish, o Épico da Criação babilônico, escrito por volta de 1200 a.C., mas cujos mitos têm origens bem mais antigas, remontando à época dos sumérios. Trata-se de uma narrativa cosmogônica que exalta, principalmente, a figura do deus Marduk, que logrou derrotar Tiamat, o dragão representante do Caos primordial. Depois de vencê-lo, ele separa o céu da terra, organiza os corpos celestes e cria o homem. Pois bem, a confusão se inicia quando, segundo a narrativa, Marduk cria o calendário lunar de 12 meses. Nesta passagem, que aparece logo no começo da tabuinha de número 5, alguns autores pressupõem uma referência ao zodíaco. Como veremos mais adiante, esta referência é precoce e sem qualquer fundamento. Examinemos primeiro a tradução de Leonard W. King.

Ele (Marduk) estabeleceu locais para os grandes deuses; As estrelas, as imagens delas, como as estrelas do Zodíaco, ele fixou. Decretou a existência do ano e em partes o dividiu; Para os doze meses, ele fixou três estrelas.

Outro autor, Stephen Langdon, chegou a utilizar a expressão “signos do zodíaco” onde King se refere á “partes” do ano. Em seguida, apresentamos duas outras traduções para o mesmo trecho. Lembrando que se trata do começo da 5a tabuinha. Os tradutores são Stephanie Dalley e N. K. Sandars respectivamente.

Ele [Marduk] construiu estâncias para os grandes deuses. Para as estrelas, formou constelações que lhes correspondessem. Designou o ano e demarcou-lhe as divisões.Distribuiu três estrelas para cada um dos doze meses.

Ele [Marduk] projetou notáveis posições no céu para os Grandes Deuses, Deu-lhes aspecto de estrelas como constelações; Fez a medida do ano, dando-lhe começo e fim,
E para cada um dos doze meses, três estrelas nascentes.

Podemos ver como esses dois últimos autores, além de não incluírem o zodíaco, evitam a “cilada” de interpretar “ano” como ano solar e “doze meses” como os doze meses do ano solar. Como já dissemos o deus Marduk aqui está elaborando o calendário lunar referente ao ano lunar de 12 meses sinódicos, ou seja, o mês de 29,5 dias, que corresponde ao intervalo entre duas luas novas. Esta é a verdadeira divisão do ano citada no Enuma Elish. O zodíaco ainda não tinha sido inventado. Mas do suposto zodíaco aos decanos ou decanatos foi uma inferência bem fácil, pois o texto em seguida fala de “três estrelas” para cada um dos “doze meses”. Ora, 3 x 12 = 36. Pronto, temos aqui três “decanos” para cada um dos doze “signos zodiacais”, à semelhança do sistema construído no Egito helenista. Mas se não há um zodíaco, pois não é o sol que está em jogo, de qualquer forma é óbvio que 36 constelações ou estrelas formavam algum sistema astronômico que para alguma coisa deveria servir.

A resposta parece estar nos Astrolábios (1100 a.C.), cartas estelares que correlacionavam o nascer helíaco de certas estrelas com datas do calendário (não confundir com o instrumento de mesmo nome). Três estrelas eram designadas para cada mês, que por sua vez dividia-se em três partes, o que faz lembrar as proezas de Marduk na divisão do céu, quando atribuiu três estrelas a cada um dos doze meses. O esquema, em essência, é muito semelhante ao das constelações decânicas do Egito, mas a etapa seguinte, a da divisão do próprio zodíaco, mais tarde, em 36 partes, não sabemos se realmente ocorreu. Havia, sim, outras divisões, como veremos no próximo segmento.

Neugebauer menciona textos muito antigos, possivelmente da dinastia cassita (1595-1153 a.C.), que apresentam o céu dividido em três zonas de 12 partes cada, contendo o nome de constelações e de planetas. Mais uma vez, esses 12 segmentos representam os 12 meses lunares e não os signos do zodíaco. Esse tipo de divisão do céu em três faixas aparecerá posteriormente num dos mais importantes textos astronômicos da Babilônia, as tabuinhas MUL.APIN.

Babilônia – onde tudo começou

Os textos mais antigos da Babilônia, que remontam ao começo do segundo milênio a.C., mencionam métodos bastante primitivos de adivinhação, como o exame das vísceras de uma ovelha sacrificada, o movimento das nuvens, a direção dos ventos e outros fenômenos atmosféricos. Esses “presságios” era o que havia de mais importante para que os sacerdotes barus pudessem adivinhar eventos futuros. Os eclipses lunares também eram utilizados, mas secundariamente, e acreditava-se que as estrelas fossem divindades propiciatórias que podiam de algum modo interferir na vida aqui na terra. Apesar disso, não há nada que indique uma sistemática observação dos astros nessa época.

Nos arquivos reais de Níneve foram encontradas cerca de setenta tabuinhas com inscrições cuneiformes que constituem uma compilação de presságios e previsões. Esse verdadeiro manual de adivinhação, denominado Enuma Anu Enlil, segundo alguns, foi escrito no século VI a.C. e faz referência a um material bem mais antigo, do tempo da dinastia de Hamurabi, por volta de 1700 a.C. Seu conteúdo inclui presságios lunares, solares e meteorológicos, além de indicações sobre o nascer e o ocaso de planetas e estrelas. Vejamos alguns exemplos.

Se, no dia de seu desaparecimento, o deus Sin [a Lua] diminuir seu passo no céu [em vez de desaparecer de repente], haverá seca e fome no país.

[Se] no oitavo mês, no décimo primeiro dia, Ishtar [Vênus] desapareceu no Leste e esteve ausente do céu por dois meses e... Dias, e tornou-se visível novamente no Oeste no décimo mês, no... Dia, a colheita será próspera.

Se a estrela da Dignidade, o vizir de Tispak, aproximar-se do Escorpião – durante três dias haverá resfriado grave; tosse e fleuma se manifestarão.

Outro texto de grande importância para entender o desenvolvimento da astronomia/astrologia dos babilônios é o MUL.APIN, elaborado em 700 a.C., embora sua forma final talvez já existisse por volta de 1000 a.C. Aqui o céu é dividido em três faixas paralelas por onde se distribuem as várias constelações. Cada faixa ou banda é o Caminho de um deus: 33 estrelas formam o Caminho de Enlil; 23, o de Anu; e 15, o de Ea . São dezessete ou dezoito constelações que se encontram no curso da Lua, entre as quais nove daquelas que seriam futuramente as constelações zodiacais: Touro, Caranguejo, Leão, Balança, Escorpião, Peixe-Cabra (Capricórnio), As Caudas (Peixes), Talo de Cevada (Virgem) e os Grandes Gêmeos. A eclíptica é dividida em quatro partes, cada uma correspondendo a uma estação do ano, além de constar à data em que o sol entra nas quatro estações, passando de um “Caminho” para outro.

Em 747 a.C começam a ser registradas observações datadas de eclipses. Agora os presságios celestes passam a predominar. Em meados do século VII a.C. surgem os “Diários” astronômicos, resumos mensais dos movimentos planetários, suas posições em relação às constelações e também as datas da primeira e da última visibilidade. Provavelmente por volta do século VI a.C. é que ocorre a divisão da eclíptica em 12 partes iguais. O registro do primeiro zodíaco, uma elaboração genuinamente babilônica, é de 464 a.C. segundo alguns estudiosos não se conhecem nenhum outro zodíaco anterior a este em qualquer parte do mundo, nem mesmo na Grécia, muito menos no Egito.

Segundo datações de A. Sachs, as primeiras “cartas” astrológicas individuais ou temas natais remontam ao ano 410 a.C. Na mais antiga (13 de janeiro), as posições dos planetas não são indicadas em relação ao zodíaco, nem ao dia de nascimento, mas com referência à aparição sinódica desses corpos celestes em torno da época do nascimento. Os dados são apresentados de forma semelhante ao conteúdo dos Diários:

Mês Tebetu, 24 para a manhã de 25, ano 13 de Dario [II], a criança nasceu. Mês Kislimu, por volta do 15° dia, Mercúrio atrás de [=a leste de] Gêmeos, primeira visibilidade no leste. Mês Tebetu: Tebetu 9 solstício; o 26° [última visibilidade lunar antes do nascer do sol]; Mês Shabatu: Shabatu com densas nuvens, por volta do 2°, Mercúrio em Capricórnio ultima visibilidade no leste [...] Mês Tashritu, o 22°, Júpiter 2° ponto estacionário em frente a Aquário...

No segundo horóscopo, datado de 29 de abril do mesmo ano, já aparecem às posições dos planetas no dia em questão: Mês [?] Nisan [?], noite [?] do 14° [?] ...filho de Shuma-usur, filho de Shuma-iddina, descendente de Deke, nasceu. No momento em que a Lua estava abaixo do chifre do Escorpião, Júpiter em Peixes, Vênus em Touro, Saturno em Câncer, Marte em Gêmeos. Mercúrio, que havia se posto [pela última vez], estava [ainda] in[visível]. Mês Nisan, o 1° [dia em seguida ao 30° dia do mês anterior] [o novo crescente tendo estado visível por] 28 [ush] , [a duração da visibilidade da Lua após o nascer do sol no] 14° [?] foi 4,40 [?] [ush]; o 27° foi o dia em que a lua apareceu pela última vez. [As coisas?] ficarão boas para você. Mês Du’uz, ano 12, [a]no [?] 8...

Os “horóscopos” subseqüentes revelam uma continuidade em relação ao discurso tradicional. As interpretações, quando incluídas, lembram claramente as previsões individuais da literatura que trata dos presságios, além de prenunciarem a futura astrologia helenista. Mais uma vez, é Sachs quem nos dá a data de um “horóscopo” babilônico calculado para o dia 3 de junho de 235 a.C., já no período grego. As posições planetárias incluem os graus do zodíaco, embora sem citar o Ascendente.

Ano 77 [da Era Selêucida, mês] Siman, [do] 4° [dia até? algum? tempo?] na última parte da noite [do] quinto [dia], nasceu Aristócrates. Nesse dia, Lua em Leão. Sol em 12;30° em Gêmeos. [...] Júpiter...em 18 graus de Sagitário. O lugar de Júpiter [significa]: [sua vida? Será] normal, boa; ele ficará rico, chegará à velhice [...] Vênus em 4 graus de Touro. O lugar de Vênus [significa]: para aonde quer que vá, será favorável [para ele]; ele terá filhos e filhas. [...]

Existem ainda textos da época dos primeiros “horóscopos” que poderíamos chamar de teóricos, pois dão instruções para interpretação. Curiosamente, encontramos aqui uma subdivisão zodiacal. Cada um dos 12 signos é dividido em 12 partes de 2°30’ de arco. São, segundo a terminologia grega, as dodecatemorias de um dodecatemorium, ou seja, 1 doze avos dividido em 12 partes. Outro aspecto dessa proto-astrologia babilônica é que também leva em conta o momento da concepção e a possível utilização das triplicidades.

Pouco mais de um século antes de aparecerem esses “horóscopos”, algo em torno de 315 a.C.,o astrólogo Kidinnu (Cidenas ou Kidenas, em grego) funda uma escola de astrologia na Babilônia, onde estudaram muitos gregos que foram para a Mesopotâmia após as conquistas de Alexandre. Consta que ele posicionava os equinócios e solstícios no oitavo grau dos signos cardeais, e que também, segundo Estrabão, teria influenciado o grande astrônomo (e provavelmente astrólogo) Hiparco. Este, aliás, posicionava o equinócio vernal em 0 grau de Áries, embora os calendários romanos geralmente usassem o oitavo grau, a exemplo dos antigos babilônios. Outro importante astrólogo babilônio, sem dúvida o mais célebre, foi Beroso. Por volta de 281 a.C., ele teria fundado uma escola de astrologia na ilha de Cos, na Grécia. Segundo Plínio, os atenienses chegaram a erguer uma estátua em sua homenagem.

Em horóscopos babilônicos não há nenhuma indicação sobre o Ascendente, cujo primeiro registro aparece num horóscopo grego feito em 22 a.C. e que se refere a um nascimento ocorrido em 27 de dezembro de 72 a.C..

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